Friday, March 31, 2006

Verfarssungrichtbarkeit

"Está provado que só é possível filosofar em alemão". Foi Caetano Veloso que disse. Concordo em partes, pois os grandes pensadores de outrora filosofaram ou Grego ou Latim. O que acontece é que, de fato, a língua alemã, por ter uma estruturação bastante lógica, facilita a divagação semântica das palavras. O português, apesar de não aquelas aglutinações alemãs que formam palavras quilométricas, não fica para trás. Existem construções belíssimas na língua portuguesa que andam meio esquecidas. As construções semi-arcaicas quase nos reportam a outro idioma. Em homenagem a todos que levantaram os dedinhos quando ouviram esta música, e aos admiradores do português correto, e ainda, a Nestor Aciolly:
"CALUDA, TAMBORINS, CALUDA!
UM BILTRE MEU AMOR ARREBATOU.
NO PAROXISMO DA PAIXÃO IGNOTA
SUPU-LA UM QUERUBIM. NÃO ERA ASSIM.
CALUDA, TAMBORINS, CALUDA...
SOAI PLANGENTEMENTE, AI DE MIM.

VIMO-NOS NUM ROR DE GENTE
E, SUB-REPTICIALMENTE,
O OLHAR SEU ME DARDEJOU.
CÁSPIDE, POR SUAS NÉDIAS MADEIXAS
QUE SUAVES ENDECHAS
EM PRÉ-DELÍQUIO O POBRE PEITO MEU TRINOU.

FOMO-NOS DE PLAGA EM PLAGA.
PEDI-LHE A MÃO CATITA.
EM AIS DE ÊXTASE MA DEU.
E O DEALBAR DE UM AMOR
EM SUA PULCRA MIRADA RESPLANDESCEU. OLARILA!

FERULA, IGNARA SORTE
SOLERTE A GARRA ADUNCA
EM MINHA VIDA ESTENDEU!
TRÊFEGA IA A MINHA NATÉRCIA,
SURGE O BILTRE DO DEMO,
RENDIDA À SUA PARLANDA, ELA SE ESCAFEDEU.
VÓRTICE NO IMO TRAGO.
SÃO GRITOS AVERNAIS
QUE NO ATRO ÓDIO EXCLAMEI.
FALENA SOU, DESALADA...
Ó NUMES, OUVI-ME: AQUI DEL-REY!"

Thursday, March 30, 2006

Complementar, meu caro Watson!

Só para complementar o tema dos piegas: "Antes de machucar meu coração, lembre-se que voce pode estar nele...". Palavras do Ira, colhidas fresquinhas no Pomar Verborrágico Elementar!

Sorriso Banguelo nos Tempos Bíblicos

Agora vem um tema clichê para falar de Felicidade. Mesmo escrevendo este texto 45 vezes, não existe possibilidade de não cair no lugar-comum. Não é fácil falar de sentimentos belos sem ser piegas. Cartas de amor sempre são piegas. Digo, sempre não, elas não o são quando estão sendo escritas. Quando a pena se desagarra do papel, Blám, está lá o clichê. Outros temas que são sempre clichês: O que pode ser mais feliz que um sorriso de criança? Que o som dos patos? Que o primeiro beijo? Que a primeira noite? O que pode ser mais feliz que andar perdido numa cidade que não se conhece? Que conhecer pessoas interessantes? Que ser feliz?

Depois de alguns Surtos de Depressão Instantânea (SDI), percebe-se que tudo na vida vem na hora certa. Os momentos de depressão são bons para isso. Há uma frase muito bela, atribuída ao Anônimo – que, certamente, foi quem disse as coisas mais certas desde os tempos bíblicos, ou um pouco antes - frase: o que faz um grande escritor é um pouquinho de depressão e uma garrafa de vinho. Outra frase do mesmo autor: Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos; outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas.

Como já de comezinha sabença, estudos científicos andaram comprovando que: 1. Damien Rice é um CD gravado por “Pink e cérebro” na intenção de, mais uma vez conquistar o mundo, ou; 2. Estão todos tão à flor da pele que qualquer beijo de novela faz chorar, ou; 3. Damien Rice é a personificação do mal no mundo. Tudo isso por que, quem ouvir “I REMEBER” dez vezes seguidas... Ninguém consegue ouvir dez vezes seguidas sem entrar em desespero.

Um dia desses, estava com alguma dessas depressões que povoam deliciosamente a vida nas tardes de domingo, rodando sem rumo, quando, de repente, baixei o olhar e observei um moleque desses oferecendo vaga para carro. Quando batemos o olhar, eu e o moleque, ele sorriu tão fartamente que um pedaço de mim e um pedaço do mundo caiu dentro daquele sorriso banguelo. Tão terno foi o sorriso que o restinho de depressão que eu poderia guardar esvaiu-se em exatos 0.37 milésimos de segundo. Um sorriso banguelo, parecido com este, foi o mesmo que trouxe alegria também nos tempos bíblicos. Era Bruno, o moleque de sempre. Qualquer pessoa que não ficasse feliz naquele momento, poderia se matar, pois já estaria desprovida de sentimentos. E não haveria mais razões para viver. Essas coisas acontecem com quem tem medo de amar. É este o pior sentimento do mundo: Medo de amar. É viver sem Dulcineia!
Lembro-me, também, uma frase de Edgard Allan Poe: “Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto.”
Dito isso, dou por encerrada esta sessão. Não tenho mais inspiração, já que não tenho mais dinheiro para UMA mísera garrafa de vinho – a festa me levou um bocado, e nem tenho um pouquinho de depressão – o restinho que havia guardado para escrever, Bruno me levou.

Relatos Anfitrianistas!

Foi assim. Não faltou comida e bebida para ninguém(eu imagino). Foram perto de 12 grades de cerveja e 8 garrafas de Vodka, fora a garrafa de Pitu que seria tomada se Raphael não quebrasse com eximia técnica a garrafa (bateu na mesa com força e rachou de leve no fundo, e todos assistiram a cana ir embora).Todo mundo se divertiu.

Algumas pessoas desconvidadas fizeram parte da festa ativamente, o que é, de tudo, positivo. Alguém, durante a própria festa, me disse isso “os penetras é que animam a festa, sobretudo AS penetras”. Concordei dos pés à cabeça, mesmo sendo o meu aniversário. Marquei a falta de alguns convidados e me desculpem se alguém que não veio quer ser lembrado: Clovis, Leonardo, Júnior, Luciana, Daniela, Lorenza, Grace, Nanda, entre outros.

Acho que todo mundo é parecido comigo: sempre tenta ser o ótimo anfitrião. Aliás, quase todo mundo. Mas sou um pouco exagerado. Fico correndo do lado pro outro. Não to nem afim de trocar idéia com ninguém, dá para fazer isso durante os outros dias. Só queria ver as pessoas se divertindo. Foi bom ver Victor e Leonardo Bam-bam se encontrando e comentando “E aí, policial!” e o outro “E aí, Doutor”.

Tem uma hora que paro, e fico ali só num cantinho, vendo as pessoas se divertirem na minha casa. Acho isso um barato. O anfitrianismo (estranha palavra que acho que inventei) é uma arte.

Não terminamos às 8 da manhã fazendo coisas que não deveríamos nos orgulhar, como foi no aniversário passado, mas foi ótimo. Não é possível descrever muita coisa do dia, mas os saldos da festa foram bons. Informaram que tinha um corredor específico para os que “se agarraram”. Sérgio botou o carro na minha garagem e dormiu lá – Porteiros me informaram garagem vomitada já está limpa. Bruno perdeu a chave do carro.

Aniversário de SETE anos, se espera muitos presente. Aniversário de 23, considerando os amigos “escrotos”, espera-se, no máximo, um cacete de chocolate! (como aquele que ganhei no meu segundo ano). Mas este ano ganhei várias camisas legais, sobretudo a de Fernanda Aragão, mãe de Daniela, vermelha, linda. Guardo com muito carinho, sempre, todos os presente, como o cartão de Karina. Melhores presentes: Leite moça em tubo(Odete), que foi de grande valia quando vendo FRIENDS no domingo à tarde; Os baralhos oficiais de cassino que Felipe Cavalcanti trouxe. E com algum atraso, o presente que Danica me trouxe. Um abajur da Imaginarium com a foto do Quarteto Fantárdigo.

Miguel foi uma das figuras da noite, com sua apresentação de RUSSO – ou de LIMINHA -, colocando o banquinho, abaixadinho, quando eu pedia na hora do discurso, que, por sinal, não saiu !

Na terça-feira, entre poucos, meu Pai fez o discurso que eu não fiz, e brilhou os olhos de ver que tenho bons amigos, vez que, com o passar do tempo, são poucos os amigos que sobram.

Agradeço de Coração a todos que compareceram no sábado, e aqueles que não puderam, compareceram, de verdade, no Domingo, como Vinícius! (opa, como vinícius não)

Sunday, March 26, 2006

Domingo

e no último dia, ele descansou! (foi domingo? um dia me especializo nisso)

Friday, March 24, 2006

WELFARE STATE - a Faca de dois Legumes

"Pernambuco, o estado do medo" é a mensagem que está estampada em alguns OUTDOORS da cidade. Não sei bem se o "estado" é com "E" maiúsculo ou minúsculo, por que, se for com maiúsculo quer dizer que é Estado-membro, ou seja, "o Rio Grande do Sul é a terra do vinho" e "Pernambuco é o Estado do medo", é o nosso maior atributo. Por outro lado, se o "e" for minúsculo, significa estado da espírito, como "neste momento Pernambuco é tomado pelo medo", não é feliz, não é triste, o Estado de Pernambuco encontra-se no estado do medo.
Foi esse o assunto daquela ótima conversa fiada de mesa de bar(me parece que 90% das boas conversas nascem em mesa de bar, assim como 90% das piores conversas).
Um garoto passou, com cara de cheirado, e pediu um cigarro. Eu não daria cigarro para um moleque de 14 anos – nem Diógenes. O pivete insistiu algumas vezes e quando percebeu que não alcançaria seu objetivo:
"O pulmão de vocês vai estourar".
E saiu com aquela cara de "a gente se encontra no lava-jato depois do toque da saída", deixando um olhar baixo de lado.
Alexandre*, nosso amigo e segurança do posto, disse que aquilo era a coisa mais comum e que aquela patotinha pertencia ao outro posto, mas davam umas voltas ali quando não tinha mais o que fazer (vide Bruno, tema da primeira crônica, que estava lá, como de praxe). Confirmou inclusive com Thomás, que vinha chegando e que, até então, não nos era conhecido. Mesmo assim, deu um novo ar a conversa.
"Esse meninos do posto são muito mal acostumados. Já dei várias coisas. Uma vez dei um pacote biscoito a Bruno, ele comeu dois e saiu distribuindo. Noutra oportunidade, encontrei ele no bompreço quando estávamos fazendo a feira de Natal. Ele pediu alguma coisa pra comer e eu disse a ele que pegasse. Fiz minhas compras: galinha, aquele Panetone genérico do Bompreço e coisas de Natal em geral. Quando chego no caixa, Bruno tá com um carro do mesmo tamanho do meu, só que com Panetone Bauduco e Peru, vê se pode!?".
Com aquela cara de "eu tentei ajudar", continuou:
"Se eu fosse eleitor governador desviaria tudo pra educação, saúde e segurança fica pra depois, por que aí o povo educado fica menos doente e como vai ganhar mais dinheiro não vai precisar cometer crimes".
Penso exatamente igual a ele, com algumas ressalvas. Fazer isso, seria, analogicamente, proporcionalmente, fazer o mesmo que Hitler: vamos limpar a raça escolhendo alguns para morrer. Desviando tudo para educação, quem está já doente perde a vida. O mesmo entenda-se com a segurança. Educação é, de fato, a melhor forma de ajuda, vez que cresce em Progressão Geométrica: um Alfabetizado vai educar dois filhos que vão educar 4 netos, etc..., mas não se pode olvidar as outras mazelas sociais.
Falando de novo sobre dar aquelas pequenas ajudas, Thomás disse que era melhor não ajudar mais, pois Bruno, hoje em dia, recebe ajuda de todo mundo. É pequeno, ainda. Todo mundo tem "pena"(que ele disse ser o pior sentimento do mundo). Mas que quando ele crescesse, ninguém mais iria querer ajudar.
"Quando ele se deparar com esta situação, não vai entender e vai começar a querer roubar. É melhor que ele veja a situação a partir de agora".
No mesmo esteio, Diógenes disse o que poderia ser mais certo: "Existem dois aspectos de se ver esta problemática: 1. A educação que é dada em casa e que vai pra sociedade. 2. a Educação que a sociedade dá e que volta para casa.". Entendam como queiram. Tá aí uma boa razão para se pensar!
PósScritum: Nosso querido amigo Alexandre está com um abcesso no braço, mas tá muito difícil conseguir uma consulta e ele não pode largar o trabalho pois tem 5 filhos para criar. Quem conhecer alguma forma de facilitar uma consulta pública. Por favor contribua para o WELFARE STATE, vulgo, Bem-estar social!

Thursday, March 23, 2006

Crônicas Abstratas em tons de Lilás!

Os títulos são o máximo. Adoro criar títulos. Títulos para tudo. Fico abstraindo o som que cada palavra tem, o seu conteúdo separadamente; depois analiso o conteúdo das palavras umas com as outras em análise combinatória (só sei fazer isso com títulos mesmo, não me venha com números). Por fim, observo qual a intenção do Redator quando escreveu aquilo. Imagino sempre duas formas de interpretar as coisas mais diretas. A idéia!! A idéia é o mais genial.

Neste escólio, certa vez estava louco para ler um livro de publicidade (foi quando começou a minha odisséia que, em suma, é o mote deste texto). Diego Curvelo, através de Leonardo Farache, me indicou “Criação sem Pistolão”. Fui correndo na livraria, vi aquele livro bonito, cheio de gravuras. Comprei o meu volume e saí da Siciliano(livraria) correndo, quase bato meu carro tentando ler no trânsito. Vinha pensando comigo mesmo: “Tenho certeza que vou ler este livro todo em duas horas, afinal, são só idéias, é sacar e seguir em frente.”(lembre-se que no meio publicitário, você não pode entender uma idéia, tem que SACAR a idéia.)

Pois bem. Abri o livro e o Carlos Domingos começou divagando sobre a dificuldade de ser publicitário; do mercado concorrido; do trabalho estressante e etc., concluindo que o mais importante para ser publicitário era viver a vida intensamente. Isto ele não podia dar ao leitor, razão pela qual o livro começa da página 123, salvo equívoco. Pronto. Fechei o livro e passei umas duas horas pensando nisso. Que idéia incrível. As CENTO E VINTE E DUAS primeiras páginas eu venho lendo durante toda minha vida, e não sabia. Depois de divagar bastante, abri minha cerveja, liguei para um amigo e virei mais uma folha bem virada.(Não lembro bem se era desta forma, afinal eu troquei este livro, apesar de ter amado. Fiquei louco para ler mais sobre publicidade e livro é muito caro. O “Propaganda é isso aí” do ZECa MARTINS não foi um bom substituto. É horrível ter que se desfazer de um livro, mas a necessidade era imperiosa.

No outro dia, quando comecei a ler novamente, consegui ler umas 10 páginas. Falou algumas coisas interessantes, disse que não existia o criativo pré-destinado. Criar é um exercício. Tudo vem com o esforço. Contou essa história, e me fez ter que fechar o livro novamente: “Quando Ayrton Senna ganhava uma corrida, todos diziam: ‘Ele nasceu para isso’. Poucos sabiam que o piloto só tinha UM fim de semana de férias por mês, quando ia para Angra dos Reis. Sempre levava com ele um motor da Mclaren para estudá-lo durante o seu fim de semana de férias”. Depois vêm um engraçado qualquer dizer que ele nasceu para aquilo. Não. Foi puro suor.

Voltando ao assunto – insira essa frase dois parágrafos antes - ouvi alguém dizendo que um texto é bom quando todas as frases do texto servem como Título.

Existe uma lenda no meio publicitário que conta a história de um estudante que foi tentar estágio numa grande agência. Levou sua pastinhas com todos aqueles títulos. Queria ser um Redator. O entrevistador, ao olhar sua pasta, riu no canto da boca – aquela risadinha de deboche – e soltou, friamente: “Você não leva jeito para isso, teria que fazer, pelo menos, mais MIL títulos para conseguir algo bom”. Conta-se à boca pequena que este sujeito trabalhou VINTE E QUATRO horas seguidas e, no mesmo horário do dia seguinte, pediu para falar com o mesmo entrevistador. Depois de muito insistir, entrou na sala do seu futuro chefe e disse: “Ta aqui. MIL títulos”. Depois de compulsar brevemente as pastas disse: “Sua sala é aquela, vou lhe providenciar um computador”. (confirmei agora. Léo que me falou. A agencia é DM9. E não foi 24 horas, foi UMA semana)

Possivelmente, essa história pode não ter existido, mas ilustra bem o que eu quero dizer: vou tentar escrever diariamente aqui neste meio e, paralelamente, tentar escreve um livro (porém, ainda falta um mote para este). Depois de escrever perto de mil crônicas, devo conseguir extrair umas 15 ou 20 coisas boas. A partir daí, começo a procurar uma editora. Se alguém conhecer, por favor me avise!

Já ando pensando num Título também. Aceito sugestões. Andei pensando neste “Crônicas Abstratas em tons de Lilás”

Pós Scritum: Me confessaram (Natasha SOBRINHO) ontem que não foram os SORBINHOS de Jaqueline que criaram a musica da batatinha. É mais um SPAM de Internet. Nossa época era muito melhor. Fomos nós que criamos “Como é que eu posso vomitar batata, se comi repolho?. (vide cronicas anteriores!)

Tuesday, March 21, 2006

Aquele dos rins roubados!

Foi Thiago que disse que aquele amigo dele – aquele mesmo que foi pros Estados Unidos e uma mulher bem bonita ofereceu um drinque, e no outro dia ele acordou numa banheira de gelo por que lhe tinham roubado os rins. Esse mesmo cara foi lá em Ibiza e disse que lá servem o maior caldinho do mundo...

Thiago que me passou as informações...

“Se você pede um caldinho, vem num balde. O caldão vem num barril!”

“Sem falar que o caldão é refil, né? pode tomar até não agüentar”

"Comprou o caldão ou o caldinho, ganha o óculos-canudo do chaves"(Vê a promoção)


“No lugar de charque vem algumas peças inteiras de picanha”

“Ovo de codorna? Não, Ovo de Ema”

“Em vez de ganhar uma lapadinha de cana, ganha 10 garrafas!”

“as vendedoras são modelos musculosas e te atendem em jetskies” (eu fiquei pensando como era o plural de jetsky, mas nun sei nem o singular!)

“as vendedoras aparecem com palm tops na praia para os pedidos” (segundo Thiago, no campo do Sport ou no Arruda, passa aqueles moleques mirradinhos gritando: Amenduiiimm... ou Nova Schiiiinnn. Já lá no campo alvirrubro dele, passam garçons e as garçonetes são modelos, todas bem vestidas, cada uma com seu palm top na mão, perguntando: O senhor aceitaria um caviar com um champagne?”)

Foi ele que disse, esse amigo!

Friday, March 17, 2006

CITAÇÕES DE UM TAL DE MINISTÉRIO PÚBLICO – VOLUME II

São citações bem perdidas. Sem começo, meio e fim. O Começo foi embora de ônibus. O Meio se perdeu e ficou reclamando que recife é uma cidade sem placas e sinalização, e que para todo recifense que ele perguntava onde era algum lugar, respondiam: “É perto do antigo Western Saloon”(Se ele não sabe onde é o novo, quem dirá o antigo). O Fim parou no borracheiro para consertar o pneu(inclusive comentou com o Limite que ficou puto da vida porque sempre paga as taxas de tapa buraco e ainda assim tem que pagar outro pneu por displicência do Estado. Comentou ainda que pensava em processar o Governo e que ia me chamar para ser advogado).

As citações são tão perdidas e tão sem pé nem cabeça, que começa pelo Volume II. Vai saber!

Antônio disse que o amigo dele tinha aquele modelo de carro bem clássico, que o amigo de Fortaleza de João Paulo chama de chevetsh hatsch! Mas o amigo de Antonio chama mesmo é de Chevelho! (adorei essa junção)

Estava perguntando o endereço da procuradoria para poder comprar um livro(sempre Sinopses Jurídicas, coisa de jurista Calhorda). Daí perguntei a Antônio o endereço:

“Rua Frei Matias Tevez (aquele jogador de futebol), número 65, Paissandu”

“Aqui é paissandu? Nunca vou entender isso”

Então entra Jaqueline na conversa com seus comentários sempre pertinentes:

“PAIssandu, o marido da MÃEssandu. Pais dos Sanduzinhos!”

A mesma Jaqueline diz que quem come muito não pode ter uma Solitária(leia-se Tênia), mas deve ter uma acompanha, vez que um bichinho daquele, sozinho, não come tanto!

Disse também que os sobrinhos dela que vieram de São Paulo, fizeram uma versão ótima para aquela música: “To ficando atoladinha, To ficando atoladinha, Não, não, vou atolar”(é assim?). a versão era “Vai ter suco de laranja, vai ter suco de laranja..? Não, Não, maracujá... To fritando a batatinha, to fritando a batatinha...”. Até lembrei que a Deyse tigrona – que tem aquela música... “Vai bater uma punhetinha, eu dou para quem quiser, a porra da boceta é minha” – ela disse, categoricamente, que a música dela tem uma função social, haja vista terem as meninas, hoje (depois da música dela), resposta para os rapazes. (imagino que antes, quando os caras paqueravam as meninas, elas tinham que dar na primeira noite, por que não conheciam a musica da Deyse Tigrona)
Segundo Mariana Loreto, (minha querida chefinha) - que neste momento deve estar habitando as terras de Zapata, tomando tequila, e comprando a pimenta que me prometeu – segundo ela, a definição perfeita de ténico administrativo(saliente-se que ela pronuncia sem “c” mesmo, talvez por isso tenha me identificado) é “piniqueiro federal”

Viva o Espanhol de Amauri Júnior

Wednesday, March 08, 2006

Complexo de Dulcineas mal ajustadas! - Não há vida sem Dulcinea

Sim, este é mais um dos livro mil e três livros que não conclui, talvez por causa do curso de Direito, talvez por displicência mesmo. O que interessa é que eu estava conversando com Daniela Aragão(Danica, minha querida amiga) ontem, justamente sobre isso. Sobre sonhos. Mas não é aquele sonho que se sonha a noite não. É sonho de meta a alcançar. E justamente por isso, lembrei-me deste livro.
Dulcinea é a principal atração dessa história. Na cabeça de Don Quixote, ela é a razão de tudo. É por ela que ele enfrenta dragões – cata ventos. É por Dulcinea del Toboso. Sem ela, Don quixote seria um senhor sem histórias para contar.
É neste esteio que se apoia esta crônica, pois a vida é isso: Um complexo de dulcineas mal ajustadas.
Ninguém dá um passo sem um motivo. O ser humano é movido a interesses. Não estou falando de interesses mesquinhos, mas sempre são interesses. Respira para viver. Vive por uma causa. Cada um tem a sua Dulcinea. É por ela que acordamos.
Tem um poeta – ou melhor, um músico – que me acompanhou durante adolescência que indiretamente concorda diretamente comigo. Humberto Gessinger diz "O que seria de nós se não fosse a ilusão que nos trouxe até aqui?"
Vivemos destas pequenas ilusões. Algumas delas até são alcançadas. Aí o sonho se desloca para outro lugar, outra meta. Mas o que interessa é que sempre vivemos à procura de alguma coisa. Trabalha para ter dinheiro e talvez alcançar aquilo que sonha. Ninguém trabalha apenas para Ter dinheiro. Quem diz que trabalha apenas para Ter dinheiro é por que quer mostrar para alguém que tem dinheiro, quer impresionar alguém, mas o objetivo mediato não é Ter dinheiro. Essa é uma das facetas da Dulcinea Profissional. Cada um tem a sua
Por outro lado, tem gente que trabalha para se realizar mesmo. Dizem as más línguas que o trabalho enobrece o homem. Trabalha por que ama o que faz, por que vê naquilo alguma chance de mudar a sociedade. Tem gente que trabalha de graça. De graça não, apenas não recebe dinheiro. Mas trabalha esperando algo em troca. Seja um lugar no céu, seja o reconhecimento da sua vizinhança social. Essa é uma mistura da Dulcinea Profissional com a Dulcinea Social.
A Dulcinea Social é isso. Se o trabalho é chato e voce não tem, ou acha que não tem, uma Dulcinea Profissional, vive na expectativa de que algo de bom aconteça em algum momento da sua vida. Vai levando a vida com a barriga por que tem certeza que, alguma hora, as coisas vão melhorar. Espera que de repente ganhe na sena, ou apareça uma mulher linda e rica. Esse é o ponto de encontro entre a Dulcinea Social e a Dulcinea propriamente dita, que é a Dulcinea do Amor.
Na realidade, numa cadeia de raciocínio lógico extenso, todas as Dulcineas são, indiretamente, a Dulcinea do Amor. É quase aquela música de Lenine "Todas as mulheres nun só ser", do DVD Lenine in cité (indico). Todo mundo, no fundo, no fundo, nasce, respira, trabalha, brinca, anda, tenta, volta, cai, levanta, come, dorme, passa mal, luta contra doença por que sabe que um dia vai encontrar a sua Dulcinea. Pode até não encontrá-la, mas vive para isso. Poucos admitiriam que vivem por sua Dulcinea, mas é a mais pura verdade. Todos queremos ter uma vida tranqüila quando a Dulcinea da morte nos vier buscar.
No aguardo da Dulcinea da Morte, percebemos que não há vida sem Dulcinea. Um homem que vive sem sonhos – se existir essa possibilidade – é um homem morto.
Pós Scritum.: Quem quiser, pode ler o texto substituindo Don quixote por John Lenon e Dulcinea por Yoko Ono! Ou Don quixote por Los Hermanos e Dulcinea por Ana Júlia. Ou Don quixote por Dirceu e Dulcinea por Marília. Etc...

Saturday, March 04, 2006

Citações de José Porfírio de Andrade Moraes

(Prelúdio: Tinha que ser publicado hoje, se não o último parágrafo não teria sentido)

A Crônica de hoje vem sendo escrita há muito tempo, pois mereceu ser lapidada algumas vezes, vez que versa sobre alguém que merece todo o respeito de alguém que eu respeito muito.

Decidi por nomear “Citações de José Porfírio de Andrade Moraes”. Logo de começo me interessei pelo nome. Meu querido primo, Paulo Victor, que é melhor escritor que eu( o que não é um grande mérito), e é meu leitor, me disse que parecia nome de personagem de livro. Pior que parece mesmo, daqueles livros daquela escola que pertenceu Raquel de Queiroz e que eu esqueci o nome.

Depois de nossas longas conversas regadas a cerveja, e alguns jogos de azar que todos sabem que eu tenho a mania de jogar, ouvi várias frases interessantes de Guilherme Andrade, o neto do Porfírio. Uma expressão que ouvi e adorei muito foi essa: “Analfabeto de anel”, que achei uma definição perfeita para este tipo de pessoa: aquele cara que se forma, mas faz a faculdade “com a barriga”, como ouvi o Ricardo Noblat dizendo naquele livro “virando a própria mesa”(indico). À propósito, tem uma passagem neste livro, que o Ricardo – é uma autobiografia – fala que o pai dele só começou a prestar atenção nos sons que os patos faziam e nos verdes dos parques quando soube que estava com Câncer.Então perguntei a Guiga quem tinha criado esta frase.

- Meu Avô, Vovô Porf

- Como é o nome inteiro?

- José Porfírio de Andrade Moraes.

É bonita a história do Vovô Porf. Parece que ele começou limpando o chão do Bandepe e terminou como vice-presidente de lá. Adoro essas historias de gente que conseguiu sair do nada e virar gente grande na vida. Não é ter dinheiro, é virar gente grande mesmo. A Mãe de Elton é um exemplo que sempre cito, que realmente veio de baixo e cresceu, mas cresceu muito, e este crescimento eu acompanhei um pouco e vi que todo trabalho duro tem seu resultado.


À propósito, pegando o gancho deixo um outro trecho de conversa, de uma coisa que eu sempre repito, afinal, como já disse, não sou muito criativo.

- Engraçado que eu li na veja uma vez alguém falando, acho que foi o Pompeu Toledo, que hoje em dia se media a potencia do país pela capacidade que ele tinha de destruir o mundo tantas vezes. Mas afinal qual a diferença dos Estados Unidos terem uma bomba que é capaz de destruir o mundo 7 vezes e a Coréia ter uma bomba capaz de destruir 23 vezes, se só é possível destruir uma vez?

- Devia-se medir-se a capacidade de um país pela quantidade de vezes que ele é capaz de construir o mundo!

Mas decidi publicar esta crônica hoje, por que precisava externar isso que ouvi. E também por que fiquei em casa no sábado a noite e escrever é um ótimo passa tempo.
Estávamos no Bompreço por alguma razão e observei que hoje –fazem apenas três dias que acabou o carnaval – os supermercados já começaram a fazer a decoração de Páscoa. Guilherme, o neto do Vovô Porf, constatou alguma coisa que alguém tinha que constatar há muito tempo: “Já Páscoa? É por isso que as pessoas não vivem hoje em dia”. Passam todo o tempo esperando por alguma coisa que vai chegar e esquecem de viver o presente. Essa frase foi tão boa que eu dou per encerrada esta crônica.

Sabinando: Frases grátis ao acaso!!

Talvez, nunca um primeiro parágrafo tenha servido pra explicar um titulo. É muito obvio. Mas prefiro explicar, para que não pareça imitação. É um livro de Fernando SabinoLivro aberto - Páginas soltas ao longo do tempo, indico todos os livros de Sabino, principalmente “Gente”.

Tive que Publicar este texto hoje, se não acabava o carnaval e perdia a graça!! (que graça!?)

A quarta-feira de cinzas, por aqui pelo menos, sempre vem acompanhada de uma boa pitada de “depressão de fim de festa”. É um vazio que já é previsto, mas, mesmo assim, corremos atrás dele. É um vazio que, fisicamente, se localiza bem no centro do aparelho digestivo... os sentimentos ficam ali, bem no centro do aparelho digestivo.. o coração, de verdade, o coração biológico, não sente nada....

Alías, quem foi esse cara que inventou que quem sentia a dor do amor era o coração? As pessoas podem até morrer do coração quando estão no meio do rala e rola, mas ninguém sente dor no coração quando está amando.

Mas voltando...

No sobe-e-desce das ladeira de Olinda, ouvi uma menina falando:

“Meu namorado é tão indeciso que não consegue decidir se é indeciso, por que as vezes se diz decidido e as vezes indeciso.”

Acho que é normal dos indecisos não saberem se são indecisos, né?

Mais tarde um pouco, na segunda de carnaval, descendo uma outra ladeira de Olinda, passamos um terreno baldio, onde eu peguei um pedaço de tijolo apenas para me lembrar de algo quando chegasse em casa – eu não iria levar caneta e papel para Olinda, por mais que minha fantasia me desse razão (Imprensa). Olhando para o terreno baldio lembrei de algumas brincadeiras de criança. Todo menino traquino, treloso já fez isso um dia. Na época do São João, todo guri estourava tijolos, garrafas pet e latas de leite ninho usando seus incríveis rojões.

Peço ajuda de vocês dois, meus dois leitores, para que me lembrem das melhores fantasias deste carnaval 2006. As fantasias mais engraças do meu carnaval foram:

*A fantasia do orkut, apesar de ser inevitável, estava lá.(Olinda)

*Chapeis do caralho. Vários bonés com um órgão sexual em cima.(Recife Antigo)

*Coisinha de Jesus.(Olinda)

*Mahtna Gandhi (perdoem a ignorância de não saber escrever este nome certo).(Recife Antigo)

*Toda a turma do chaves, em grupo. (Enquanto isso...)

*Um cara vestido de morte com uma plaquinha “Beba e dirija” (contribuição de Rebeca – Enquanto isso...)

*Toda a turma da Caverna do Dragão – eu queria ter visto o Eric, o medroso (contribuição de Rebeca – Enquanto isso...)