Cunversa de Paraense!
Nós fomos um dia desses num rodízio de pizza, lá no restaurante JARDINS. Eu realmente indico aquele rodízio, mas é bom levar um sonrisal, ou uma cadeira de roda. É Muito difícil levantar. Eu comentei que estava com sede e que ia tomar 1 litro d´água quando chegasse em casa, o que deu mote para esta crônica.
“As coisas que dão mais sede, depois de carne de sol, é pizza e salsicha” (Natasha que disse)
Na realidade, eu sempre fico com muita sede depois que como pizza, mas parte da salsicha eu ainda não constatei. Aliás, no Pará é tudo diferente. Me disseram que lá a raça humana se divide em dois sexos: homem e mulher –nesse ponto parece que é igual ao recife. Mas parece que o vocabulário é todo diferente. A nossa piniqueira , lá é “Pipira”; o nosso maloqueiro, é Malaco. Você fala que alguém ta charlando quando ta fazendo bossa, rebolando, pagando de gatão – pois é, em Belém se diz charlar. E ainda tem uma palavra que eu tenho certeza que Natasha inventou: Abicorar. Ela já fez dois gestos diferentes para tentar me explicar o que era isso, mas eu ainda não consegui entender. Égua é uma expressão que você usa no começo da frase mas que não significa nada. Já “dispintar” é desprezar.
A propósito, estou digitando este texto e constatei que este WORD não sabe o que é “oxe”. Qualquer um sabe o que é “oxe”, “mai né foda”!?
Por outro lado, na minha época de Marcondes Sávio – meu sábio mestre – descobri que tem uma festa grande lá, que, salve respeito, parece que é um bocado de gente tentando pegar numa corda! Vai entender! Coisa de Paraense. Mas dizem que é uma festa muito bonita e que atrai muita gente. Marcondes tinha algumas ações a defender em Belém, e uma certa vez uma audiência caiu no dia do Círio de Nazaré. Ele teve que fazer uma petição pedindo para adiar a audiência, vez que não tinha hospedagens nem vôos para a cidade.
Para completar, tem os pratos típicos:
“Maniçoba é feijoada de folha. muuuito gostosa! parece coco de cavalo, mas é muuuito boa”
Eu quis saber mais:
“Tacacá? O que é?”
“tacacá é MA-RA-VI-LHOOOO-SOOO!!!”
“Sim, mas é o que?”
“É uma bebida com um líquido amarelo e ácido, camarão e com umas folhas que deixam a boca dormente sem você poder beber água depois...”
Continuou:
“Além de uma goma que mais parece um cuspizinho, um catarrinho, sabe?”
“hum, deve ser gostoso”
Ainda tentaram me empurrar que o vatapá e o caruru eram do Pará, mas é normal de Paraenses querer dizer que tudo vem de lá.
E tem os pontos turísticos também:
“Sim, mas de ponto turístico tem o Magal das Garças... a Estação das Docas... que é o melhor... para o melhor happy hour tem que ser na Estação”
“Tem as praças gigantes (para quem pensa que o Parque da Jaqueira é perfeito, ainda não conhece a Praça Batista Capos, a Praça da República, da Bandeira). Isso sim é que é praça!”
“O que significa Magal?”
“Magal das Garças. Sei lá por que o nome. Só sei que é um lugar lindo, tipo um jardim botânico!”
E para saber mais um pouco. A segunda maior cidade é Satarém, e depois Castanhal!
Mas no fim de tudo, me falaram tanto que estou quase indo lá conhecer, pois o que o Pará enviou para cá, eu gostei! E aí entendam-se todos os paraenses e paraensas que conheci!
“As coisas que dão mais sede, depois de carne de sol, é pizza e salsicha” (Natasha que disse)
Na realidade, eu sempre fico com muita sede depois que como pizza, mas parte da salsicha eu ainda não constatei. Aliás, no Pará é tudo diferente. Me disseram que lá a raça humana se divide em dois sexos: homem e mulher –nesse ponto parece que é igual ao recife. Mas parece que o vocabulário é todo diferente. A nossa piniqueira , lá é “Pipira”; o nosso maloqueiro, é Malaco. Você fala que alguém ta charlando quando ta fazendo bossa, rebolando, pagando de gatão – pois é, em Belém se diz charlar. E ainda tem uma palavra que eu tenho certeza que Natasha inventou: Abicorar. Ela já fez dois gestos diferentes para tentar me explicar o que era isso, mas eu ainda não consegui entender. Égua é uma expressão que você usa no começo da frase mas que não significa nada. Já “dispintar” é desprezar.
A propósito, estou digitando este texto e constatei que este WORD não sabe o que é “oxe”. Qualquer um sabe o que é “oxe”, “mai né foda”!?
Por outro lado, na minha época de Marcondes Sávio – meu sábio mestre – descobri que tem uma festa grande lá, que, salve respeito, parece que é um bocado de gente tentando pegar numa corda! Vai entender! Coisa de Paraense. Mas dizem que é uma festa muito bonita e que atrai muita gente. Marcondes tinha algumas ações a defender em Belém, e uma certa vez uma audiência caiu no dia do Círio de Nazaré. Ele teve que fazer uma petição pedindo para adiar a audiência, vez que não tinha hospedagens nem vôos para a cidade.
Para completar, tem os pratos típicos:
“Maniçoba é feijoada de folha. muuuito gostosa! parece coco de cavalo, mas é muuuito boa”
Eu quis saber mais:
“Tacacá? O que é?”
“tacacá é MA-RA-VI-LHOOOO-SOOO!!!”
“Sim, mas é o que?”
“É uma bebida com um líquido amarelo e ácido, camarão e com umas folhas que deixam a boca dormente sem você poder beber água depois...”
Continuou:
“Além de uma goma que mais parece um cuspizinho, um catarrinho, sabe?”
“hum, deve ser gostoso”
Ainda tentaram me empurrar que o vatapá e o caruru eram do Pará, mas é normal de Paraenses querer dizer que tudo vem de lá.
E tem os pontos turísticos também:
“Sim, mas de ponto turístico tem o Magal das Garças... a Estação das Docas... que é o melhor... para o melhor happy hour tem que ser na Estação”
“Tem as praças gigantes (para quem pensa que o Parque da Jaqueira é perfeito, ainda não conhece a Praça Batista Capos, a Praça da República, da Bandeira). Isso sim é que é praça!”
“O que significa Magal?”
“Magal das Garças. Sei lá por que o nome. Só sei que é um lugar lindo, tipo um jardim botânico!”
E para saber mais um pouco. A segunda maior cidade é Satarém, e depois Castanhal!
Mas no fim de tudo, me falaram tanto que estou quase indo lá conhecer, pois o que o Pará enviou para cá, eu gostei! E aí entendam-se todos os paraenses e paraensas que conheci!
