Saturday, March 04, 2006

Citações de José Porfírio de Andrade Moraes

(Prelúdio: Tinha que ser publicado hoje, se não o último parágrafo não teria sentido)

A Crônica de hoje vem sendo escrita há muito tempo, pois mereceu ser lapidada algumas vezes, vez que versa sobre alguém que merece todo o respeito de alguém que eu respeito muito.

Decidi por nomear “Citações de José Porfírio de Andrade Moraes”. Logo de começo me interessei pelo nome. Meu querido primo, Paulo Victor, que é melhor escritor que eu( o que não é um grande mérito), e é meu leitor, me disse que parecia nome de personagem de livro. Pior que parece mesmo, daqueles livros daquela escola que pertenceu Raquel de Queiroz e que eu esqueci o nome.

Depois de nossas longas conversas regadas a cerveja, e alguns jogos de azar que todos sabem que eu tenho a mania de jogar, ouvi várias frases interessantes de Guilherme Andrade, o neto do Porfírio. Uma expressão que ouvi e adorei muito foi essa: “Analfabeto de anel”, que achei uma definição perfeita para este tipo de pessoa: aquele cara que se forma, mas faz a faculdade “com a barriga”, como ouvi o Ricardo Noblat dizendo naquele livro “virando a própria mesa”(indico). À propósito, tem uma passagem neste livro, que o Ricardo – é uma autobiografia – fala que o pai dele só começou a prestar atenção nos sons que os patos faziam e nos verdes dos parques quando soube que estava com Câncer.Então perguntei a Guiga quem tinha criado esta frase.

- Meu Avô, Vovô Porf

- Como é o nome inteiro?

- José Porfírio de Andrade Moraes.

É bonita a história do Vovô Porf. Parece que ele começou limpando o chão do Bandepe e terminou como vice-presidente de lá. Adoro essas historias de gente que conseguiu sair do nada e virar gente grande na vida. Não é ter dinheiro, é virar gente grande mesmo. A Mãe de Elton é um exemplo que sempre cito, que realmente veio de baixo e cresceu, mas cresceu muito, e este crescimento eu acompanhei um pouco e vi que todo trabalho duro tem seu resultado.


À propósito, pegando o gancho deixo um outro trecho de conversa, de uma coisa que eu sempre repito, afinal, como já disse, não sou muito criativo.

- Engraçado que eu li na veja uma vez alguém falando, acho que foi o Pompeu Toledo, que hoje em dia se media a potencia do país pela capacidade que ele tinha de destruir o mundo tantas vezes. Mas afinal qual a diferença dos Estados Unidos terem uma bomba que é capaz de destruir o mundo 7 vezes e a Coréia ter uma bomba capaz de destruir 23 vezes, se só é possível destruir uma vez?

- Devia-se medir-se a capacidade de um país pela quantidade de vezes que ele é capaz de construir o mundo!

Mas decidi publicar esta crônica hoje, por que precisava externar isso que ouvi. E também por que fiquei em casa no sábado a noite e escrever é um ótimo passa tempo.
Estávamos no Bompreço por alguma razão e observei que hoje –fazem apenas três dias que acabou o carnaval – os supermercados já começaram a fazer a decoração de Páscoa. Guilherme, o neto do Vovô Porf, constatou alguma coisa que alguém tinha que constatar há muito tempo: “Já Páscoa? É por isso que as pessoas não vivem hoje em dia”. Passam todo o tempo esperando por alguma coisa que vai chegar e esquecem de viver o presente. Essa frase foi tão boa que eu dou per encerrada esta crônica.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Nossa Keko... Adorei essa crônica!

E tiro o chapéu para quem disse que a potência do mundo não deveria ser medida pela quantidade de vezes que um país pode destruir o mundo e sim pela quantidade de vezes que pode construí-lo...
Quem disse issotem meu total apoio e respeito,além de merecer um prêmio de ser humano consciente.

Beijos
E Parabéns pela linda crônica!

8:53 AM  
Anonymous Anonymous said...

muito bonita a mensagem em relação a viver esperando as coisas... depois agente fica reclamando q o tempo passa muito rápido, qdo na verdade agente q nao sabe aproveitar!
beijo pra tu

10:14 AM  

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