Friday, November 30, 2007

Prólogo, epílogo e sim

Preciso falar coisas muitas sérias com você,
Me procure amanhã.
Não imagino bem o quê,
Mas devem ser adolescentoses
Nem eu sei.

Tem ordem?
Não sei
Tem pauta?
Não sei.
Tem mistério e amargura?
Tem.

Me procure amanhã,
E falarei sozinho.

Afã

Suja, nojo, Surja
Que teu dever é inebriar quem quer ouvir

Não se despeça
Nem pregue peça
Nem venda rimas obsoletas

Brigamos por séculos
Almas desencontradas,
Beijei meu ódio,
E me sugou a alma

Suja, nojo, surja
Que me alimento de tuas lamúrias
Raiva de carvão
Que me entregaste a vida

Suja, nojo, surja
Pra amalgamar minha poesia
Que é só título
E Nada mais

Bígamos seremos sempre
E tu, sempre suja, nojo, surja!