Friday, November 30, 2007

Afã

Suja, nojo, Surja
Que teu dever é inebriar quem quer ouvir

Não se despeça
Nem pregue peça
Nem venda rimas obsoletas

Brigamos por séculos
Almas desencontradas,
Beijei meu ódio,
E me sugou a alma

Suja, nojo, surja
Que me alimento de tuas lamúrias
Raiva de carvão
Que me entregaste a vida

Suja, nojo, surja
Pra amalgamar minha poesia
Que é só título
E Nada mais

Bígamos seremos sempre
E tu, sempre suja, nojo, surja!

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