Saturday, December 24, 2005

Ao Xixi Informativo!

Mas é meio difícil mexer nessas ferramentas modernas da internet né? Passei um tempão tentando descobrir como fazer o meu segundo Post(é o nome que os internautas dão a estes textos). Tudo bem que eu não sou a mais rápida mente pensante do velho oeste (incrível que mesmo nos filmes de velho oeste, onde as cenas se passam nesse tempo, os personagens se referem ao “velho oeste”. Deveriam dizer “atual oeste”, já que é a cena presente), mas é realmente complicado. No fim de tudo consegui.
É se expondo na Medina que se consegue histórias interessantes para um Blog(que é uma coisa desinteressante). Por estes dias, eu conheci Rodrigo Riszla(deve ser assim). Depois de Marcos tanto falar, o conheci. É realmente um cara muito bacana e com boas histórias para contar, afinal, Ele é Ator, Cantor, Dono de bar e etc..
E foi conversando com ele que eu percebi uma coisa muito interessante.
A conversa perambulava como quase todas as outras, mais ou menos assim: cada um falava de si. Impressionante como o EUCENTRISMO predomina entre as pessoas. Quando eu tentava puxar um novo assunto (que fazia referencia a mim, claro), ele vinha com “Mas por que eu fiz uma peça esse ano”. “por que o meu novo Curta” ou “por que tal Diretor, de Madame Satã é amigo meu...”. Enquanto ele falava, fiquei filosofando: “Será que ele é mesmo um SELFISH MAN?”.
Mas depois cheguei a seguinte conclusão: Rodrigo não um SELFISH MAN. É só mais um cara encantado com uma nova fase da vida; Quantas vezes já não vi Marcos falando incansavelmente dos seus percalços para a ida à Quebec? E quem já não me viu me falando, sem parar, das propagandas, ou das músicas ou de qualquer outras coisas que se gosta demais?
Me parece, que no fim de tudo, somos, de fato, todos uns viciados em nós mesmos. Alguns disfarçam isso melhor. O que não sei se é uma virtude ou um defeito. Mas a graça do ser humano é ser assim: ácido, complexo e misterioso, ou não tão misterioso. Por isso sempre me encanto com as pessoas. Sempre se sabe como elas são: ciumentas, invejosas, possessivas, avarentas. O mistério está na intensidade em que isso “se manifesta”. Isso me daria uma boa tese de mestrado de sociologia, mas é mais um plano que fica para depois.

Um outro dia destes fomos ao Applebees. Apesar de caro, é um lugar muito agradável. Algumas vezes vale a pena pagar um pouco mais por melhores serviços. Mas o fato que achei mais notável é que no banheiro(pelo menos o masculino, onde tive oportunidade de entrar) tem, na frente de cada bidê(é esse o nome?) o jornal do dia. Mas que idéia interessante. É realmente unir o útil(ou necessário) ao agradável. Você vai lá “tirar água do joelho” o volta atualizado para a mesa. Povo criativo esse né?

Incrível como é difícil escrever alguma coisa que pareça interessante para você e para outras pessoas. Pior. Escrever alguma coisa que agrade Gregos e Troianos hoje, e que continue agradando. É realmente muito simples escrever algo e publicar. Durante o processo de fazimento de uma obra, sempre achamos aquele “filho” o melhor de todos. Sempre. Mas só ficam gravados na história as coisas realmente interessantes, e que vão permanecer interessantes depois de lido dez vezes. Estou desabafando por que é realmente difícil dar relevância social a pequenas coisas. E é este o meu objetivo neste Blog. Dar relevância social aos menores acontecimentos. Coisas que as pessoas costumam não ver. Ou preferem não ver.

Fica aqui o meu protesto infundado à violência que assolou Boa Viagem este fim de semana.

Monday, December 12, 2005

PARA QUE NÃO PAREÇA QUE EU ESTOU COPIANDO

Eu estou copiando, do meu jeito, mas estou copiando. Sob continua e total influência, nesses dias, do SARMAONE LIMA, vou continuar contando essas histórias bobas que acontecem no dia-a-dia. Mas estou copiando por uma ótima razão: gostei de saber que alguém pode dispor das palavras de maneira simples e despojada. Não sabia que isso existia. Uma outra boa razão é a falta de criatividade. Sou criativo por que copio pessoas diferentes nas horas certas. Mas voltando...
Elton chegou da Espanha hoje. Viva o avião, que trás as boas pessoas para perto. Fomos buscá-lo no aeroporto. Eu, Bruno e Marquinhos. Depois almoçamos uma comida comum na casa de Elton(que não era comum para ele – que vive dizendo que o Feijão daqui é o melhor do mundo, que a Fanta daqui é a melhor do mundo- até da Fanta ele diz isso).
Pois bem, mas a grande parte interessante é que, como nós íamos jantar juntos, Eu, Elton, Luciana e Clésio, fiquei aguardando Luciana vir me buscar. Como já estava pronto, fiquei esperando no posto( Lar doce Lar), com os meus amigos de sempre. Mas neste dia tinha um amigo novo. Logo que cheguei, avistei uma bicicleta pequena (que é aquela primeira que você compra depois que sai do velocípede), que eu já tinha visto outra vez. Era a bicicleta de Bruno, um menininho de rua que eu e Marquinhos ajudamos( demos comida) a ele numa outra oportunidade.
Logo que vi a bicicleta, e pensando no papo que tive com Marquinhos ontem, pensei: “vou ajudar ele, de novo”. Cheguei no posto, procurei ele... mas não achei. Já sei. Confundi a bicicleta. Tudo bem, todo mundo de confunde o tempo todo.

Sentei sozinho com uma cerveja, o que já é de hábito, até que outro menino veio me pedir ajuda. Como no posto não tinha troco para meu dinheiro, liguei pra Elton e pedi para ele trazer UM real. Mas, logo depois, conseguiram trocar meu dinheiro, ao que eu comprei um DORITOS para ele (por que ele insistiu que queria isso) e uma Coca. Pedi pra ele sentar comigo. Henrique o nome dele. A bicicleta era mesmo de Bruno, que é irmão dele. Então conversamos a beça.
O garoto vive com a Mãe e com a avó, com mais cinco irmãos(Milena, Paulo, Bruno, e outros dois) com a tia Marli, e com mais um primo. É bastante gente numa casa. Conversamos também sobre a escola dele. Ele mora e estuda lá em areinha, depois de Brasília Teimosa.
Enquanto esperávamos Luciana chegar, ele comia, apaixonadamente o Doritos. De repente, quando quase nos faltou assunto, ele perguntou: - Quando seu amigo chegar, ele vai me dar Um real ainda?. Claro que sim né, até por que adorei aquele garoto. Então falamos sobre os irmãos de novo, sobre trabalho, e coisas que se conversam com um menino de 7 anos, seja ele qual for. E quando quase nos ia faltar assunto de novo, ele perguntou: - Eu tenho que comer logo né? Por que se não seu amigo vai chegar, vai me ver comendo, e não vai querer me dar UM real.
Claro que eu neguei aquilo. Aquele momento, que parecia tão mágico, para mim e para ele, não poderia se desvanecer tão rápido. Quando quase nos faltou assunto naquela ótima conversa de novo, quem interveio desta vez fui EU:
- E você vai usar esse dinheiro para que?
- Para comprar Pão
-Olhe, Vô confiar em você. Se você não comprar o pão, vou falar para Bruno, o seu irmão.
- Ta, pode falar, mas não conta a ele que eu comi esse Doritos aqui não ta?

Estava Ótima a conversa, daí Luciana e Elton chegaram e fomos para o Osaka comer Sushi. Para variar, eu comi demais. Mas escrever essas linhas me desempachou um pouco.