Filhos da Burguesia. Boa noite e Boa Sorte.
Eu, Erik Liver, um mero escritor por hobbie, tenho mais um crônica cotidiana a respeito da violência. Como não me apetece mais extensos textos, lograrei um breve relato.
Desta vez, levaram o som do carro. Do carro do meu pai, o que é pior.
Vem alguém me dizer “Louve a Deus, por que nada te aconteceu”.
Eu não aceito isso. Agradeço a Deus por tudo, mas não acho certo que concordemos com esta balbúrdia que virou a cidade do Recife.
O som que roubaram não valia, na feira-do-troca-de-Prazeres, nem 50 reais.
Mas não foi 50 reais que me roubaram. Foi a faculdade de andar na rua. A tranqüilidade de uma tarde de domingo. O poder de desfrutar uma Água de coco à beira da ex-bela Praia de Boa viagem.
Nos últimos seis fins de semana, eu conheço alguém que foi roubado em Recife. A violência está próxima de mim. De você.
Eu tenho uma teoria. Recife sempre foi latifundiária, patriarcalista, machista e burguesa.
Enquanto estes crimes horrendos povoavam apenas as periferias, tudo estava ótimo. A elite achava que quando a violência chegasse na ex-bonita praia de Boa Viagem, ela tomaria uma decisão.
Tarde demais. A violência crescente esta vitimando os filhos da burguesia, que nada mais tem a fazer do que deixar relatos em e-mails e discursos emocionados em jornais de grande circulação.
Fazendo minhas as palavras de Paulo Victor: “Sem som, sem dignidade”
Aos que ainda habitam esta louca cidade do Recife. Boa Noite e Boa Sorte.
Fica mais um relato de violência, que, no máximo, se tornará uma corrente de e-mails sem nenhum efeito.
Desta vez, levaram o som do carro. Do carro do meu pai, o que é pior.
Vem alguém me dizer “Louve a Deus, por que nada te aconteceu”.
Eu não aceito isso. Agradeço a Deus por tudo, mas não acho certo que concordemos com esta balbúrdia que virou a cidade do Recife.
O som que roubaram não valia, na feira-do-troca-de-Prazeres, nem 50 reais.
Mas não foi 50 reais que me roubaram. Foi a faculdade de andar na rua. A tranqüilidade de uma tarde de domingo. O poder de desfrutar uma Água de coco à beira da ex-bela Praia de Boa viagem.
Nos últimos seis fins de semana, eu conheço alguém que foi roubado em Recife. A violência está próxima de mim. De você.
Eu tenho uma teoria. Recife sempre foi latifundiária, patriarcalista, machista e burguesa.
Enquanto estes crimes horrendos povoavam apenas as periferias, tudo estava ótimo. A elite achava que quando a violência chegasse na ex-bonita praia de Boa Viagem, ela tomaria uma decisão.
Tarde demais. A violência crescente esta vitimando os filhos da burguesia, que nada mais tem a fazer do que deixar relatos em e-mails e discursos emocionados em jornais de grande circulação.
Fazendo minhas as palavras de Paulo Victor: “Sem som, sem dignidade”
Aos que ainda habitam esta louca cidade do Recife. Boa Noite e Boa Sorte.
Fica mais um relato de violência, que, no máximo, se tornará uma corrente de e-mails sem nenhum efeito.

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