Tuesday, August 07, 2007

TangoSlim!

Tangoslim

Sonhei me embebedar de mares
E lares,
E de cachear-me de todas as tuas esquinas superpopulosas
De descrédito e ambição imiscível

Sonhei repetir a morte,
Dos destinos do Destino,
Que se não levam a lugar nenhum,
Conduzem à liquefação dos nossos desejos.

Sonhei ser o mártir,
Da escuridão da tua independência,
Ou o estopim do início de tua guerra intestina,
Que de interna só tem o pueril título.

Sonhei devorar-te, e fazer víveres viveres em mim
Para que pudesses nunca mais sair,
E fazer pequenos agrados e abajoures,
Nos meus sótãos flutuantes.

Sonhei ter-te manuseando meus títeres,
De joelhos cansados,
Olhares, por muito pouco, completamente sinceros,
E pedacinhos de niil.

Sonhei, nada mais que sonhei,
Ter-te sonhando sempre com lealdade,
E que aqui sempre estivesse, me limando as lembranças,
E a me acordar da realidade.

(P.S.: agora que vejo desta distancia, percebo que não brilhas tanto quanto imaginava)

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Da escuridão da minha dependência,
acende um estopim que dá início a tudo que é guerra interna,
Que de interna só tem o pueril título e caminha assim externando um desejo de concretizar desejos malfadados, guardados em gavetas ácarias e muito pó e ar pesado ânsio de liberdade. Obrigado pala influênte inspiração rejuvenecedora.

6:17 AM  
Anonymous Anonymous said...

respondendo: Quem não gosta?
sobre o poema: Vc já leu sobre a teoria da literatura que versa sobre redundância x ambigüidade? Parece que sim...

6:45 PM  
Anonymous Anonymous said...

Sentindo falta de novidades por aqui.
Acho que vc vai gostar da minha semana no blog(reticências)

4:52 PM  

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